terça-feira, 28 de abril de 2020

A importância da Roda do Ano

          Dentro do contexto ritualístico de grande parte dos ditos sistemas magísticos há a celebração de ritos sazonais que compõe a assim chamada, roda do ano, que se divide em 08 rituais denominados Sabbats.

         Para falar um pouco sobre essa coletividade de rituais que celebram as energias do macro e microcosmo é interessante também compreender alguns aspectos de sua composição:

1- O ritual mágico
2- A conexão com uma egrégora ancestral
3- O aproveitamento pessoal que cada comemoração exerce no praticante.


         Um ritual é um conjunto de ações carregado de simbologias, ele pode ter caráter religioso ou profano, isso independe se uma pessoa acredita nele ou não.

         A importância do ritual dentro da Magia é o acesso às energias específicas que cada seleção de símbolos permite, essa simbologia é interpretada pelo subconsciente do Praticante e a conexão dele com a energia buscada é estabelecida. A qualidade ou a ausência dela depende da qualidade, ou falta da mesma no uso desses símbolos, gestos e palavras, ou seja, para obter uma boa conexão a preparação e o ritual devem ser bons. Em suma, o psicodrama gerado pelo ritual é a chave para se ligar à energia buscada.

         A Energia ao qual nos referimos encontra-se armazenada em um inconsciente coletivo, também chamado de Egrégora.

         Uma egrégora é uma entidade construída pela ação de no mímino duas pessoas e alimentada pela vontade de todos que se utilizam dela. Partindo desse principio, podemos ter egrégoras novas, criadas a pouco com a ajuda de duas pessoas e egrégoras enormes e antigas, criadas e mantidas por milhares de pessoas ao longo do tempo. Ao se conectar com a energia da roda do ano, haverá a aproximação de uma entidade extremamente antiga e que perdurará ainda por um tempo imensurável e reconhecer essa magnitude perante a efemeridade da vida humana é sublime.

       Os ritos da Roda do ano carregam muito de vivências específicas de geografia e cultura dos muitos povos que os criaram e praticaram ao longo do tempo, porém é importante ter em mente também as mudanças interiores. O praticante pode entender que o plantio durante a primavera não o obriga a arar e plantar um lote real e sim preparar sua vida plantando novas oportunidades para a concretização de um projeto pessoal ou coletivo. Assim é com todos os Sabbats.

         Por seguir as estações do ano, os Sabbats são normamente divididos em duas rodas, a do hemisfério Norte e a do Hemisferio Sul.


Samhain 30 de abril, Sul – 31 de outubro, Norte.
Yule 21 de junho, Sul, 20-23 de dezembro, Norte.
Imbolk 1 de agosto, Sul, 2 de fevereiro, Norte.
Ostara 21-22 de setembro, Sul, 19-22 de março, Norte.
Beltane 31 de outubro, Sul, 1 de maio, Norte.
Litha 21 de dezembro, Sul, 21-22 de junho, Norte.
Lammas 1 de fevereiro, Sul, 1-2 de agosto, Norte.
Mabom 20 de março, Sul, 21-22 de setembro Norte.

     

        Seguir a Roda do Norte ou a do Sul é uma escolha pessoal. Nós, do Empório dos Deuses seguimos a Roda Sul, não somente pela questão geográfica, mas também por termos compreensão das energias associadas aos Sabbat ao longo das estações.


         Por fim, tenha em mente que o contato com a egrégora da Roda do Ano através dos rituais irá permitir que você entenda não só o universo ao seu redor, mas seu próprio mundo interior e assim você estará caminhando cada vez mais na direção de se auto-aperfeiçoar.

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